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História

Histórico do município de Ipupiara

Os relatos históricos contam que o surgimento de Ipupiara deve-se à descoberta de jazidas de ouro e carvão. Por volta de 1792, o português Romão Gramacho fez as primeiras penetrações no solo da região a qual chamou de “Caiam-Leda”.

Devido a esta descoberta houve posterior aglomeração humana, nascendo ali um povoado iniciado na fazenda de propriedade do senhor Antonio Alves de Oliveira, que posteriormente doou sua verdade à capela ali existente. Mais tarde o povoado foi elevado a freguesia pela lei nº 256, de 17 de março de 1847.

Antes de ser emancipada político e administrativamente, Ipupiara pertencia ao município de Brotas de Macaúbas, mas já pertenceu a Barra do Mendes (1917-1920) e teve várias denominações: mais ou menos no ano de 1842 era chamada de Campos Belos; em 1865, Fundão; em 1906, Fortaleza de São João; em 1911, Jordão; em 1935, Vanique; e, finalmente, em 1936, passou a se chamar Ipupiara, nome que é derivado da língua indígena tupi e significa deusa das águas.

Até 1917, Ipupiara e Barra do Mendes eram distritos de Brotas de Macaúbas. E após exercer o cargo de intendente (prefeito) de Brotas de 1914 a 1916, Militão solicitou ao governador a separação do município e a formação de outro com sede em Barra do Mendes e tendo Ipupiara e Morpará como distritos. O então governador, Antonio Muniz Aragão, atende seu pedido e, pela lei estadual nº 1.203 de 21 de julho de 1917, o município é criado.

Após conhecer grande progresso econômico, os barramendenses e outros habitantes da região passaram a ser perseguidos por Horácio de Matos e João Arcanjo Ribeiro, Intendente de Brotas em 1919, que organizou uma violenta campanha contra a próspera Vila de Barra, que passou a dividir o prestígio político e a receita dos impostos com Brotas.

A campanha durou cinco meses e deixou um enorme rastro de destruição e cerca de 400 mortos, de ambos os lados.Com o caos instalado na Vila e a população cercada e morrendo de fome, Militão faz um acordo com as forças invasoras em Julho de 1919, quando da reunião da Comissão Estadual de Trégua, presidida pelo parente do Coronel Duda Medrado, de Mucugê, o politico José Joaquim Landulfo da Rocha Medrado, a pedido do Governador Dr. Antonio Muniz Ferrão de Aragão, em Lençóis, o Coronel Horácio de Matos exigiu que Militão fosse afastado da política local e que a SEDE do município de Barra do Mendes fosse transferida para o Jordão, (atual Ipupiara). Horácio de Matos e João Arcanjo reanexam informalmente o território de Barra do Mendes ao de Brotas de Macaúbas. A extinção oficial do município se deu pela Lei Estadual nº 1.388 de 24 de maio de 1920.

Ipupiara desmembrou-se do município de Brotas de Macaúbas e obteve sua emancipação político-administrativa pela lei 1.015 no dia 9 de agosto de 1958, durante o governo do Dr. Antonio Balbino de Carvalho Filho. O topônimo Ipupiara é derivado da língua indígena, foi aprovado em função de se restaurar o topônimo Brotas de Macaúbas, anteriormente Brotas, que voltou em função do Decreto Estadual número 141 de 21 de dezembro de 1943, modificado pelo decreto número 12.978 de 1 de junho de 1944 que restaurou a antiga denominação de Brotas de Macaúbas.

Várias pessoas se destacaram na luta pela emancipação, sob a liderança do Coronel Arthur Ribeiro dos Santos, cooperado pela equipe composta por Arlindo Alves de Almeida, Adão Francisco Martins, Aristides Pereira de Novais, Aristides Silva, Durval Sodré, José Antônio dos Santos, José Avelino, José de Almeida Sobrinho, Miguel Barreto, Osvaldo Leite da Silva e outros.

 

Criação do Município

Abaixo, na íntrega, a transcrição da edição do Diário Oficial do Estado da Bahia, na qual é promulgada a lei que rege a emancipação do município de Ipupiara:

Lei Ordinária (Publicada no Diário Oficial do Estado em 10.08.58) e (Retificada D.O.15.08.58).

LEI Nº 1.015 DE 09 DE AGOSTO DE 1958

Cria o município de Ipupiára, desmembrado do de Brotas de Macaúbas.

O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica criado o município de Ipupiára, desmembrado do de Brotas de Macaúbas, com os seguintes limites:

  • COM O MUNICÍPIO DE GENTIO DO OURO: Começa na foz do riacho das Telhas ou de Brotas, no riacho Carranca, sobe por este até sua nascente no morro do Buriti do Ouro; daí atravessando este morro em reta até a nascente do riacho Buriti do Ouro, pelo qual desce até sua foz no riacho Itaquarí, por este abaixo até a sua foz no rio Guariba, pelo qual desce até sua foz no rio Verde;
  • COM O MUNICÍPIO DE BARRA DO MENDES: Começa na foz do rio Guariba, no rio Verde, daí em reta à ponta norte da Serra da Cruz prosseguindo pelo seu divisor de águas até a sua ponta sul; daí em reta à foz do riacho do Cantinho, no rio Guariba.
  • COM O MUNICÍPIO DE BROTAS DE MACAÚBAS: Começa na foz do riacho Cantinho, no rio Guariba; daí em reta ao marco próximo ao lugar Churé, no alto da serra da Mangabeira; daí em reta ao marco no lugar Caldeirão, à margem do riacho das Telhas; daí em reta ao marco no ponto mais alto da serra da Água Verde, ficando a ladeira do mesmo nome para o território de Brotas de Macaúbas; daí em reta à foz do riacho das Telhas ou de Brotas, no riacho Carranca. Art. 2º - O município de Ipupiára será construído de dois distritos: Ipipiára (Sede) e Ibipetum, com os seguintes limites:
  • ENTRE OS DISTRITOS DE IPUPIÁRA E IBIPETUM: Começa no marco no lugar Caldeirão, à margem do Riacho das Telhas; daí em reta até a confluência do riacho de Embaúba, com o da Gameleira; daí em reta, ainda, passando pelo ponto mais alto da serra da Carranca, até alcançar a nascente do riacho do mesmo nome.

Art. 3º - A eleição do Prefeito e Vereador do Município de Ipupiára será realizada simultaneamente com as eleições gerais de 03 de outubro do corrente ano e a instalação do município e posse dos eleitos efetivar-se-ão a 07 de abril de 1959, ficando o seu território, até lá, sob a administração do município de Brotas de Macaúbas.

Art. 4º - O município de Brotas de Macaúbas fica obrigado a aplicar no atual distrito de Ipupiára, até a sua instalação como município, 70% (setenta por cento), pelo menos, da renda nele arrecadada.

Art. 5º - O município de Ipupiára responderá por parte da dívida do município de Brotas de Macaúbas, contraída até a data da publicação desta lei e a sua avaliação será feita em Juízo arbitral, na forma do Código do Processo Civil, salvo acordo homologado pelas respectivas Câmaras Municipais. Parágrafo único - Na avaliação prevista neste artigo, levar-se-ão em conta a superfície e o valor do território desmembrado, bem como a média da renda municipal nele arrecadada no último triênio.

Art. 6º - Até que tenha legislação própria, vigorará, no novo município, a legislação do município de Brotas de Macaúbas, salvo a lei orçamentária, que será decretada dentro de quinze dias da instalação do município, por ato do Prefeito, mediante proposta do Departamento das Municipalidades.

Art. 7º - Os funcionários municipais com mais de dois anos de exercício no território do município criado por esta lei, terão neste assegurados os seus direitos.

Art. 8º - Os próprios municipais situados no território desmembrado, passarão, independentemente de indenização, à propriedade do município ora criado.

Art. 9º - Os casos omissos nesta lei serão regulados pela lei nº 140, de 22 de dezembro de 1948 (Lei Orgânica dos Municípios).

Art. 10 - Revogam-se as disposições em contrário.

PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 09 de agosto de 1958.

ANTONIO BALBINO

Governador

Edgar Pitangueira / Jorge Figueira

Julio Izidro Gadelha / Josaphat Carlos Borges

João Andréa / Manoel Graça Lessa

Nelson Martins de Almeida / Luiz de Moura Bastos

RETIFICAÇÃO:

Lei nº 1.015 de 09 de agosto de 1958.

No artigo 2º, ONDE SE LÊ: Ipipiára; LEIA-SE: Ipupiara.

No artigo 3º, ONDE SE LÊ: Vereador; LEIA-SE: Vereadores. .

 

Prefeitos

  • José Antonio dos Santos, primeiro gestor, que governou de 1959 a 1962;
  • Arlindo Alves de Almeida, de 1963 a 1966; Arthur Gomes da Silva, de 1967 a 1970;
  • Osvaldo Leite da Silva, que governou por três mandatos, sendo o primeiro de 1971 a 1972, o segundo mandato foi de 1977 a 1982 e o terceiro mandato de 1993 a 1996;
  • Oscarino José dos Santos, que governou de 1973 a 1976;
  • Getúlio Ribeiro Barreto, de 1983 a 1988;
  • Gildásio Martins Sodré, de 1989 a 1992;
  • José Luciano Novais, de 1997 a 2000;
  • Ascir Leite Santos, de 2001 a 2004, foi reeleito para o mandato de (2005-2008);
  • David Ribeiro Primo, de 2009 a 2012
  • David Ribeiro Primo de 2013 a 2016 (atual).

 

Curiosidades sobre o município

 



Última atualização: 14/08/2020 16:44